O aprendizado de uma vida inteira
Acabei de sair de um burnout, ou melhor dizendo, minha vida era um burnout sob controle. Agressões sofridas, outras inúmeras agressões autoinflingidas inconscientemente, a busca por viver agressões. A dificuldade imensa de sair daquela situação de quase afogamento em que subia à tona apenas para dar uma respirada e então voltar à prisão mental. E, por estar tanto tempo nela, achei que essa era a minha vida, a minha sina?, um jeito poético de dizer que estava resignada em aceitar que não poderia mudar.
Ainda estou sob alguns estresses, porque uma verdadeira mudança não acontece do dia para a noite, embora eu até acreditasse que sim. Uma verdadeira mudança pede dedicação contínua, autoacolhimento, firmeza de propósito e ajuda de outras pessoas durante o processo — o contraponto — para vermos em que ponto estamos em nossa jornada pessoal.
SIM! A vida é uma jornada pessoal de autoconhecimento. Muitos acreditam que não, mas todos estamos aqui para isso, quer você queira ou não. E quanto mais cedo tomamos consciência disso, melhor podemos aproveitar a oportunidade.
Então, este post será sobre muitas coisas: do momento energético raríssimo com um stellium poderoso em Áries em inúmeros planetas; até o meu momento pessoal, que parece ser o ápice de uma escada que vinha galgando há um bom tempo... Meus posts anteriores falavam muito sobre o aprendizado Vênus-Netuno que eu vim fazer. E eu decidi, meio que inconscientemente, agora eu sei! (comecei motivada por algo que foi mudando durante o processo para, então, perceber, qual era a minha motivação inicial) voltar aos apps de relacionamento.
MAS CRIS DO CÉU, SÉRIO ISSO? DEPOIS DE TUDO?
Sim, isso mesmo, depois de tudo!!!
E o que eu me deparei foi a mais triste realidade já prevista por algumas pesquisas no mundo e pela própria Halu Gamashi em diversas lives: o mundo está doente.
Bem, não precisamos de muito para percebermos isso. O planeta Terra está em total desequilíbrio, luz e sombra atuando de forma tão literal que apenas quem não quer não vê o que está acontecendo. A separação do joio e do trigo já foi feita, e muitas pessoas morrerão na praia.
O que me entristece muito... mas que me mostra algo que eu não sentia antes com tanta força: eu nunca tive síndrome de salvadora diretamente, porém toda pessoa meio netuniana corre o sério risco de sê-lo mesmo sem querer. A empatia pelo outro e os limites nebulosos fazem as pessoas netunianas confundirem as coisas. E, ao se confundirem, obviamente que são as mais prejudicadas. E nem digo pela má índole do outro (não vou entrar no mérito dos mau caráter) mas porque onde alguém se doa sem reciprocidade, há um desequilíbrio cujo preço será pago em algum momento. Um alto preço!
No ano passado, mergulhei de cabeça no processo de entender como o trauma se processa no corpo humano, como ele se manifesta, como ele pede auxílio. A primeira vivência do trauma, em geral, é no seio familiar, vivida sob aqueles que mais nos deveriam nos proteger: nossos pais (ou a nossa família mais próxima). Li muitos alguns autores famosos, psicanalistas, psicólogos, psiquiatras, terapeutas de diversas vertentes. Todos, cada uma da sua maneira, dizem a mesma coisa. E a cura também é muito parecida. Obviamente, uma cura de um trauma nunca é apenas um processo meramente no eixo mental-emocional. Também há a cura no corpo, a cura energética — para isso, precisamos entender um pouquinho do que é eletromagnetismo e chakras.
No ano passado, também me aprofundei um pouco mais nos estudos simbólicos e oraculares do tarô rider-waite e dos selos oraculares. Correlacionar os saberes com a astrologia e a cabala numerológica. Claro, sem esquecer, eu mergulhei com tudo no estudo dos meus próprios sonhos. Halu Gamashi, podemos dizer, foi a minha professora maior. Aprendi muito com tudo que ela compartilhou em cursos, lives e Planeta em Oração. Tudo isso abriu uma espécie de portal em mim. A luz invadiu e a sombra também surgiu. Claro... como esperado.
Organizando por tópicos, então:
1- Burnout: quando você sai do caminho, você perde o tempo e o espaço, você navega por trilhas que não são suas, você se adapta e nas adaptações perde a sua essência e a sua espontaneidade. O resultado disso é manutenção mínima da sobrevivência básica. Muitas distrações para aguentar o tranco (o que poderia incluir: comer demais, beber demais, jogar videogame, ficar rolando a tela do celular o dia inteiro, pensar apenas nos prazeres que entorpecem a mente e anestesiam o corpo), e buscar regulação emocional no outro e não em si mesmo.
2- Minha solidão física: eu entrei nos apps de relacionamento com um único intento, desde 2023: ser uma pessoa menos solitária. A minha rotina de vida, desde 2015, me impede de fazer amizades e contatos pelos meios comuns. E eu adoro conversar, trocar, conhecer histórias, contar as minhas... eu perdi isso e ainda não consegui recuperar — não vejo horizonte próximo de mudança.
3- Meus sonhos: como, mas como investi tempo. Me dediquei de verdade para aprender a analisar meus próprios sonhos. Eu, que sempre gostei de sonhar e sempre tive muitos sonhos incríveis de todos os tipos, desde quando era jovem até os da semana passada, os quais lembro de todos. Eu, que criei um arquivo de sonhos e que hoje está gigante. Usei a IA para me auxiliar a organizar uma linha de interpretação dos sonhos, e foi a melhor coisa que fiz! Se você souber usar a IA ela pode sim ser uma imensa ferramenta de auxílio. Com o tempo, você aprende a interpretar seus sonhos sem precisar do auxílio.
4- Terapeuta: ainda penso se seria missão minha nesta vida ser terapeuta. Tem horas que eu acho que sim, tem horas que eu vejo que não. O que sinto, agora, é que se trata de uma estrada que ainda depende de muitas coisas. Ela não está completamente fechada, e também não está completamente aberta.
5- Meus encontros e como me relacionei: esta é a parte mais complexa de tudo. Como disse em muitos posts anteriores, qualquer encontro que temos com qualquer tipo de pessoa ativa algo em nós. Todas essas pessoas que conheci, seja por apps, seja no IG, seja até pessoalmente, me ensinaram lições poderosas.
6- Regulação emocional: as pessoas precisam urgentemente aprender isso. Navegar por várias formas de terapia, CNV, compreensão dos traumas, DBT. Como alguém pode afirmar que dispensou a terapia porque não tem mais nada a dizer? Como um profissional da mente pode dizer a alguém que a pessoa não precisa mais de terapia? Ou que ela precisa de terapia infinitamente sem apresentar melhora alguma? Perguntas e mais perguntas...
7- Halu Gamashi: uma profunda conhecedora do comportamento humano (dentre outros inúmeros saberes!) que me ensina riquezas únicas.
8- O portal: o portal que se abriu para mim não tem mais retorno. Este ponto alcançado não tem mais retorno. Eu olho para as pessoas e elas são tão translúcidas... sua alegria, sua dor, as palavras ditas, as palavras não ditas, e o principal: o que esperam de mim. E eu me pego pensando: se eu ativo isso nelas, a recíproca não seria verdadeira?
9- A queima do fogo de Áries: Hoje, dia 17 de abril de 2026, às 08h51, a Lua Nova se iniciou em Áries. Além disso temos um stellium poderoso em uma série de planetas. Todos, sem exceção, estão vivendo isso em seus próprios mapas natais. Eu? Essa poderosa energia está tocando a cúspide da casa 2 além do meu Nodo Sul (19° de Áries) que, na Astrologia Cármica, indica o que erramos em nossa existência anterior. Queima cármica? Para mim e para todos que estiverem conectados e desejosos de mudança e ascensão.
Como sabemos se fizemos um aprendizado difícil?
EU SEMPRE ME PERGUNTEI ISSO!!!
E eis que neste dia de hoje eu me coloco aqui para dizer que a cada passo que dou sinto que meu aprendizado está se consolidando. Não tem mais como voltar para trás. Uma prova viva do que digo foi o último sonho que tive: acessei uma nova parte do meu inconsciente (vamos por assim).
Vamos lá.
Sonhei com um local subterrâneo, parecia um bunker a princípio. Entrei e fui procurar o supermercado (um dos meus símbolos pessoais). O local era todo compartimentado, escuro, pouca iluminação e meio claustrofóbico. Mas eu estava bem. Me sentia curiosa. Assim como na vida real, gosto de olhar os detalhes, prestar atenção a tudo. Logo que entrei vi vários homens, pareciam soldados, pareciam em treino. À esquerda deles havia uma grande porta, tipo dessas de comércio, mas eu sabia que não podia passar ali. Contornei eles, virei à direita. No compartimento seguinte, estava tudo meio vazio mas olhei para uma parede e havia uma escada vazada, degraus pequenos e estreitos colados à parede. Eles ladeavam a parede e subiam, até o andar de cima, e parecia que o único acesso a essa andar era por essa escada esquisita e nada confiável. Ali em cima, eu meio que vi um hortifruti, queria ir lá, mas não arrisquei ir por essa escada. Segui em frente, caminhos à direita e à esquerda. E eu segui indo pela direita, sempre. Dei de cara com um homem sério, parecia um general. Ele me olhou me analisando e eu fiquei com receio de ele não me deixar passar. Em momento algum fiquei com medo do que ele poderia fazer. Continuei seguindo e ele me deixou passar. Ao mesmo tempo, eu via muitas pessoas, todas desconhecidas, andando. Cada uma seguia ali, tinha seu propósito, seu destino. Não fui até o final desse corredor à direita, porque vi que ali não era o supermercado. Voltei por onde vim e encontrei uma antiga colega de trabalho. Ela estava meio estranha, parecia meio drogada, meio fora de consciência. Ao fundo dela, tinha um corredor a ser explorado, mas ela me indicou uma escada para subir. Vi uma luz no topo dessa escada, que parecia ser uma escada em caracol, meio esquisita, fiquei pensando porque ir por lá, se o supermercado estaria ali. Mas ela me fez segui-la e eu fui. Acordei em seguida.
O sonho traz elementos de análise comum a todos, como o bunker, a presença dos militares, as inúmeras opções de portas e corredores além, claro, das escadas. Logo que acordei, sabia que tinha tido um sonho especial. Ele conversa diretamente com todo o processo de limpeza pessoal, mudança, melhoria, expurgo e desejo de ser alguém diferente de tudo que sempre fui, seguir ascendendo, passinho a passinho, a todo o momento.
Nunca me considerei perfeita nem acima nem melhor que ninguém.
Mas algo que sempre me considerei foi uma pessoa profunda, autodidata, com altíssima capacidade de mutação e transmutação, adaptabilidade. Faltava-me (falta-me, estou construindo!) associar a minha profunda capacidade delineada acima, associada à minha empatia pelas pessoas, ao atos de serviços que ofereço a todos feliz (a ênfase energética de quem tem uma casa 6 astrológica ocupada por Lua, Mercúrio e Saturno ali) com algo essencial: LIMITES.
E isso fecha tudo que disse até agora. Num próximo post, falarei mais detalhadamente de como vejo as pessoas agora, sem as lentes cor de rosa do meu ascendente em peixes, sem contar com potenciais (vênus em oposição a netuno). Manter-me sutil e sensível (sem endurecer!) em um mundo caótico como esse não é missão fácil! Mas agora ficou claro para mim o fio delicado que eu devo seguir, ouvindo o mais profundo de minha alma.
Algo é certo: antes, a ilusão me pegava e eu nem via. Agora? Eu vejo a ilusão, até a testo e não a escolho. Fácil? O sapato novo ainda precisa lacear! rsrs
Caso algum leitor aí do outro lado da tela queira se aprodundar comigo, me procure, deixe um comentário. Vamos conversar!
obs: imagens geradas pelo ChatGPT a partir de prompts específicos meus.






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