A perda da espontaneidade — a perda de nossa essência?
Há algum tempo eu venho pensando na palavra "performar". Cada vez mais, temos a necessidade de performar. Não que isso nunca tenha acontecido antes na vida de qualquer pessoa. Creio que a nossa maior fase de performance é a adolescência — mas aí somos movidos por hormônios, um cérebro ainda em desenvolvimento, necessidade de saber aonde nos encaixamos, quem somos, o que não sabemos. É um turbilhão. Nossos instintos dominam as nossas atitudes, ainda tão infantis e precárias, enquanto nos achamos as maiores e mais sábias pessoas caminhantes sobre as ruas. Um adulto maduro e funcional, aprendeu que não pode ser ele mesmo em todos os ambientes em que existe. Há a versão profissional que difere da versão social e que difere de muitas outras versões de si mesmo. Podem existir tantas versões que quando um ato falho acontece, dependendo da inadequação de seu uso, podemos vivenciar aqueles sentimentos conhecidos pelo nome de vergonha, culpa, timidez. E aí vem a primeira pergunta: qua...







