Visitando o passado - IV

Seguindo com minhas postagens sobre as minhas visitais pessoais ao meu próprio passado, vou dedicar este texto a uma das personalidades que mais marcou presença neste blogue: Isabella Taviani.

Houve um tempo em que este blogue praticamente se tornou um ponto jornalístico que fazia relatos pós-shows: fotos, vídeos e, claro, texto! Era um prazer imensurável poder estar em praticamente todos os shows que a Isabella fez entre 2010 e 2012. Foi uma época em que morei no Rio de Janeiro, tinha liberdade de tempo. Conheci muita, mas muita gente bacana. Vivi muitas situações especiais, inusitadas. Acompanhei o pós-álbum Diga Sim, acompanhei o nascimento e toda a turnê do Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar e o princípio do Eu Raio X. 

Tenho muitas lembranças irretocáveis desses anos: todas as filas de camarim, pessoas me reconhecendo em público por causa do meu blogue, todas as fotos que tirei com a Isabella, todas as coisas que ela me segredou e eu nunca contei para ninguém! (rs) e a principal delas: quando a IT cantou Pontos Cardeais para mim.

Mas, esse tempo passou... O álbum Eu Raio X veio, mudou a vida da Isabella e a partir desse ano, tudo mudou na minha vida também. De volta a SP, não tinha mais como ir-e-vir e viver de ponte aérea/rodoviária. Não criei mais momentos especiais, só criei saudade. Muitos desejos não realizados. 

E, não sem querer -- diga-se de passagem --, muitas pessoas que conheci nesse período se foram também. Não citarei nenhum nome aqui ou farei qualquer menção que possa lembrar alguém. O fato é que o tempo é o grande mestre da nossa vida: ele traz, ele leva. A você cabe apenas aceitar. E enquanto fatos estranhos aconteciam, coisas ditas e não ditas, as pessoas foram... para nunca mais voltar.

Algumas, obviamente, ficaram. E estão até hoje. Vocês sabem quem são, obrigada por suportarem ao teste do tempo!

E... Isabella. Quanta saudade de te ver ao vivo. Quanta saudade de ouvir a sua voz ao vivo. Saudade de te abraçar, sentir seu perfume maravilhoso (rs), rir com você, fazer perguntas indiscretas, te dar um presente especial que só eu sei comprar (sem falsa modéstia, adoro todos os presentes que dei para IT). A última vez que te vi foi em 23 de julho de 2014. São quase três anos de espaço. Hoje, 04/03/2017, você está mais uma vez aqui em SP e eu não posso ir te ver.

Bem, espero em breve voltar a revê-la pessoalmente! Acho que você não terá se esquecido de mim... rs

Visitando o passado - III

Bom, já que estou falando tanto de passado, nada melhor que revisitar o próprio blogue, certo?

Ontem, terminei o post falando de falta. Então, aproveitei o gancho, digitei no buscador do blogue "falta". E fui aos resultados.

A vida é cíclica, todos já estamos carecas de saber disso. Um dos trabalhos essenciais da Astrologia é falar dos ciclos que uma pessoa viverá ao longo de sua existência. Pensando nisso, nos posts do meu blogue onde coloquei a tag "falta", e... pá. Eis o meu atual momento.

Não falarei de Astrologia especificamente, mas desde que Plutão entrou em Capricórnio, lá pelos idos de 2008, e atingiu a minha casa 11 em cheio em 2011, esse processo começou e ainda continua. Qual? Perda, transformação, reformulação, "queima de pontes" como diria minha professora de Astrologia. Pois é.

O que eu sinto hoje é uma melancolia -- que diante de tudo que já senti, é uma bênção! Talvez seja hora de dar adeus, mesmo. E o que ficou, ficará. Simples? Certamente! Mas, também sabemos que as coisas mais simples são as mais difíceis de fazer. 

Plutão ficará lá na minha casa 11 ainda muitos anos, o que tem um significado ainda muito intenso para mim. Mas, deixando o astrologuês de lado, uma coisa é importante diante de tudo isso: se há algo que você sente que precisa expurgar -- faça-o. Se há algo que precisa ser mudado: mude-o. Se há algo que precisa ser vivido/revivido/ressofrido: torture-se. 

Mas o faça apenas pelo tempo necessário. 

E, bem a tempo, focar nas palavras sábias que recebi, honrosamente (e que também já fazem parte do meu mapa natal): caminhar em frente, mudar, queimar as pontes deixadas e não olhar mais para trás.

E fico feliz se isso for fácil para você! Sem ironias.