2014: um ano para (quase) esquecer...

Estou bem temerosa em escrever este post, sentenciando o fim de um ano, sabendo que ainda existem 30 dias para isso acontecer.

Mas creio -- e fé é tudo o que me resta -- que este ano tão ruim em tantos aspectos está para terminar. Lavar tudo que precisava ir. Extirpar. Finalizar. Transmutar. E... recomeçar.

Tudo que poderia ter acontecido comigo, aconteceu. Exceto minha saúde (que graças aos bons Deuses) anda bem, todo o resto foi posto a teste. A um duro e quase cruel teste.

Nunca, em toda a minha vida, fui agredida gratuitamente. A vida te dá uma pancada... você sacode a poeira, ri de si mesmo e volta a caminhar. Aprende o que acredita que precisa ser aprendido. Segue. Aí vem alguém e te dá outra pancada no mesmo lugar. Você é pego totalmente de surpresa, se questiona os motivos (existem motivos para agressão gratuita? Enfim...), se levanta e continua. Aí, passa mais um tempo, você toma outra pancada no mesmo lugar, com muito mais força! Por alguém que sequer sonhava que faria isso.

O que você faz?

É difícil manter a fé -- seja ela qual for -- quando acontece isso. O meu exemplo (que nem disse exatamente o que era ou quem fez) pode ser aplicado a qualquer circunstância na nossa vida. Talvez não seja assim que os psicopatas sejam formados? Ou aqueles que justificam sua maldade para o mundo a partir de todas as maldades que sofreu.

Mas não nasci para ser psicopata, embora tenha o meu estranho fascínio por essas mentes tortuosas (quem me conhece, sabe disso). Então, o que fiz? Me recolhi. Me ressenti. Me calei. E chorei muito.

Pessoas que eu confiava. Parentes. Pessoas com quem não falava muito mas tinha em alta confiança. Pessoas que nem me conhecem mas tem por base que me conhecem. Semiestranhos. Semiconhecidos.

Alguma coisa acontece. Alguma lição precisa ser aprendida. Aí você se pergunta -- num raro lampejo de autoestima diante de tanta brutalidade gratuita: tô pagando meus pecados. Atirei o pau no gato, pedra da cruz. Só pode ser. Só resta fazer piada diante de tanta coisa esdrúxula que acontece.

Aí fui rebobinando a fita da minha mente e relembrando das coisas que nem levei muito em consideração quando aconteceram, mas que me mesmo assim tiveram um sentido que eu negligenciei na época. 

Pessoas que sequer falam comigo e me cobram, me agridem. Eu respondo. Elas somem.

Pessoas que sequer perguntam como você está, mas te criticam em público porque você expôs sua opinião e elas são contrárias a essa opinião. Você argumenta. Em público as cristas se emplumam. Quando você chama para um particular, elas somem.

Pessoas que, do nada, resolvem estourar com você, com argumentos que não se sustentam. Você resolve tentar conversar. Nenhuma resposta.

Pessoas que você tenta se preocupar, porque são seus parentes -- afinal, sangue do sangue --, e você recebe uma silenciosa e ausente resposta. Tipo "não se intrometa, obrigado".

Não sou orgulhosa em pedir ajuda. E mesmo nesse momento mais delicado de se sujeitar a pedir ajuda a alguém, você ainda se ressente porque as pessoas deliberadamente te ironizam e riem da sua cara.

Sério: não sei o que a vida/destino/carma está/estão querendo comigo. Mas espero que eu tenha me entregue de coração a tudo neste ano de 2014 porque em 2015 eu quero tudo diferente!

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A amizade sempre foi um dos maiores bens para mim. Durante muito tempo, a elevei acima do próprio amor. Uma das coisas que aprendi este ano, é que com o passar dos anos, nossa capacidade de amizade -- que eu sempre julguei mais "fácil" que a nossa capacidade de amor --, está cada vez mais comprometida. 

Os nossos tempos estão cada vez mais insanos. Eu quero paz.

"Bambu que verga mas não quebra"

Outro longo intervalo antes de um novo post... pois é. Acho que é momento de começar minha retrospectiva de fim de ano!

Um turbilhão de coisas têm passado pela minha cabeça. Mudei de cidade, mudei de emprego, fiz novos amigos, tantos outros foram embora. Tantas decepções e tantas surpresas.

Eu nunca fui uma pessoa com mania de perseguição. Não acho que exista uma conspiração secreta de pessoas que estarão lá perdendo (ou investindo) seu tempo para me prejudicar de alguma maneira. Sério: não tenho esse perfil.

Mas devo admitir que quando a mesma coisa ainda acontece com uma certa persistência, há de se pensar, minimamente, que tem... algo acontecendo. Quando essa mesma coisa perdura por um tempo maior que um ano, você começa a procurar motivos. Quando perdura por mais de dois anos, você se dá conta de que algo sério está acontecendo. Serei eu a culpada? Estou com depressão? Bem, eu sei que estive em depressão por pelo menos dois anos.

Aí, estamos em 2014 e você acredita que já expurgou tudo que poderia ter expurgado. Que o ato de revirar o seu poço interno de negatividade acumulada já foi feito e você lavou tudo. Você já se renovou. Você é uma nova pessoa. Nem depressão mais você tem!

Aí, eis que 2014 entra solando na sua vida com os dois pés na sua cara!!!

Já não sei nem dizer qual foi o pior ano da minha vida: 2011? 2012?? 2013??? 2014???

Há uma característica comum a todos esses anos: foram os anos em que mais amigos saíram da minha vida. Alguns de maneira indolor, outros de maneira cirúrgica, outros da maneira mais dolorosa possível.

Na imensa maioria das vezes, fui pega de surpresa. Surpresa bem surpresa.

Em 2014, a coisa foi mais funda ainda (se é que seria possível): pessoas específicas do meu círculo familiar me surpreenderam negativamente (ou mostrando quem realmente são...). E, novamente, fui testada. Gente, mas não tinha acabado?

Que nada. Engano seu.

Este ano, outra vez, fui surpreendida. Chorei e sofri muito. Foram pessoas muito próximas. Isso no primeiro semestre. Quando achei que nada mais me pegaria de surpresa... eis que pessoas distantes resolveram "atirar o pau no gato". O que é mais engraçado nisso tudo (porque precisamos ver graça na desgraça) é que são pessoas que não tinha contato direto há muito tempo. Do nada, assim, DO NADA, vieram me destroçar em público por motivos que nem vou tentar entender. (Nem é porque não vale a pena... mas é porque não vou chegar a lugar nenhum)

Aí fiquei pensando: cara, quieta ou falando, as coisas simplesmente acontecem. Não há explicação lógica para isso. Talvez haja alguma explicação cármica. Talvez haja alguma explicação de lei da atração. Talvez possam ser tantas coisas.

Nesse momento, me agarro à única coisa que posso me agarrar: Astrologia. Com o software, podemos analisar os trânsitos dos planetas voltando ou adiantando o tempo. Astrologicamente, há explicação dessa situação tensa toda que começou no ano de 2011 cujo período mais intenso está terminando... com seus pequenos ápices aqui e ali.

Me entristece profundamente porque já vivo um momento muito recluso. E tenho poucas pessoas ao meu redor. Amizade, para mim, (casa 7 em virgem e casa 11 em capricórnio) é e sempre foi algo sagrado, construído ao longo de muitos e muitos anos. Não gosto de perder (acho que ninguém gosta), gosto de construir e fortalecer. Mas a vida é assim, não é? Talvez os alicerces não tenham sido bem estruturados... ou as bases foram muito ilusórias. Quem poderá dizer?

Eu já julguei muito as pessoas no passado, hoje bem menos. Receber um julgamento determinado de alguém sem direito a réplica e, pior, quando você responde e é simplesmente deixado no vácuo (todos os casos deste ano foram assim, respostas sem retorno) é um sinal claro de que as amizades não eram tão amigas assim, e eu preciso mesmo rever meu conceito de amizade e pensar no que eu quero de verdade para mim para os próximos anos.

O trânsito do planeta Plutão na minha casa 11 está me ensinando isso e eu quero aprender. Mas, devo dizer: dói.

Um novo amanhecer

Há tanto tempo que eu não escrevo decentemente neste blogue. Há tanto tempo que eu venho me sentindo sozinha, perdida, sem bússola, sem óculos, sem mapa ou gps... uma desconfortável sensação de que a vida perdeu todo o sentido.

Quantos de nós não se sentem assim em algum momento de sua vida?

Os motivos podem ser diversos... se você se compara com as pessoas ao seu redor, e o seu parâmetro simplesmente se torna o que os outros estão fazendo com suas vidas, você simplesmente vende sua alma. Nada exterior ao que está dentro do seu coração deve ser parâmetro para nenhuma decisão em sua vida.

Mas quem disse que as coisas funcionam simples assim? Deveriam, né? Porém... A realidade é bem mais radical.

Hoje, estou começando a olhar para a minha vida de forma mais ampla e mais amorosa. Algo que não fazia há muitos anos. Mais de três, diria. Não vou esmiuçar o que eu fiz. Apenas digo que depois de tantas brumas, estou finalmente vendo a velha estrada que sempre foi minha e que nunca saiu da minha frente.

É o processo pessoal de cada um. É o objetivo de cada um. Creio que, no fundo, todos tenhamos o mesmo objetivo... apenas escolhemos caminhos distintos. Formas diversas de chegar lá. E aprendemos... de alguma forma, na dor ou no amor, aprendemos.

Eu precisei me afastar de muita coisa que me incomodava. Obviamente, o incômodo do exterior apenas era uma materialização de como eu estava me sentindo por dentro... e não sabia o que fazer para silenciar. Quer dizer... sabia. Mas não admitia. Eu precisei levar tudo até os limites e, no atual momento de minha vida, estou vivendo com as consequências de minhas escolhas radicais. Creio que não me arrependo de nada... apenas acho que poderia ter feito diferente. Pois, nesse processo, perdi muito... também ganhei, claro. Mas, como todo mundo tem me dito: o que vai é porque precisava ir e o que ficou é porque tinha de ficar.

Com tudo isso, não quer dizer que voltarei a ser o que era antes. Isso é impossível e uma grande utopia que muitos de nós perseguem sem saber. Não podemos permanecer estáticos ou mesmo pausados. Isso é um sonho – na verdade um grande pesadelo – que nunca deveríamos tomar como o melhor caminho. Mas fazemos.

Agora, o que eu vejo disso tudo é que, de fato, eu não perdi nada. Não perdemos um amigo, um emprego, nosso idealismo, nossa bondade ou nossa fé – algo que eu vinha vociferando em alto e bom tom. Nem é teste da vida para saber se você é forte o suficiente para aguentar o tranco. É a vida... o movimento da vida. Que passa por sua vida... como ciclos de aprendizado e evolução. Simples assim.

Eu estou me perdoando, de coração puro, como há anos não me perdoava... e isso tem um incrível poder terapêutico que vocês não têm ideia!!! Porque se autoperdoar pressupõe que você aceita todas as merdas que fez na vida. Que você é um ser humano falível. Que errar porque você teve fé não quer dizer que você perde sua fé. O amor e a luz que existem no seu coração não se apagam ou diminuem por isso. As situações na vida não são um jogo de ganhar e perder, de vencedores e derrotados, de bons e ruins, de exemplos e renegados. Todos alternamos esses papéis, todos acertamos e todos erramos.

Foi me dado um precioso tempo para eu fazer o que quiser com ele. E eu espero poder fazer jus a esse presente corrigindo amorosamente a minha autoexigência (que eu sempre vi com bons olhos mas que, hoje em dia, vejo como algo que pode ser melhor modulado) como foco no amor e na ação.

Desculpem se escrevi demais... mas me emocionei ao longo desse texto, que veio assim: de supetão mas com uma força e uma pureza incrível! Ele precisa sair de mim. E saiu.

Obrigada ao Universo. Obrigada aos meus anjos da guarda.

Obrigada às pessoas especiais que mesmo no olho do furacão nunca saíram do meu lado.

Menos p*nheta e mais ação

Eu não sei vocês mas eu sofro de um mal constante vivido há anos! Chama-se gente punheteira.

Não. Não se trata de pessoas taradas que batem umazinha em casa ou em público. Claro, pode ser homem ou mulher, ou vocês acham que só homem faz isso fora de casa?!

Mas a questão aqui nem é sexual. É uma metáfora que eu costumo usar para pessoas que não sabem o que querem da vida. Para pessoas que enroladas. Para pessoas indecisas. Para pessoas que mudam de opinião com mais rapidez que mudam de cueca/calcinha.

Eu queria saber quem foi que estabeleceu que ser direto, claro e honesto é falta de educação!? QUEM FOI? Quem souber a resposta, favor responder nos comentários.

Eu sei que existem várias formas de ser direto, claro e honesto. A pior delas é sendo mal-educado, falando com agressividade. Eu sei porque eu já fui assim. Se eu descuidar, volto a ser assim facinho. Porque é mais fácil ser animal do que ser humano.

Porém, eu acho impressionante como eu atraio gente que tem medo de me falar as coisas. Nossa, pessoas, de onde vem isso? Dizer sim, dizer não... dói tanto assim? Talvez, e muito provavelmente, o mundo perca um pouco do charme se todos fossem assim. Uma manha, um dengo... né? Mas isso tem momentos específicos de aplicação. Ser assim o tempo todo com todos... valha-me.

Então... vamos lutar por um mundo com menos punheta e mais ação!

Sabe, eu entendo. A gente precisa manter as aparências. As vaidades. As imagens que criamos para a sociedade a qual dependemos tanto.

A gente tem medo de não ter um canto para recorrer se somos diretos o tempo todo e não meia palavra que desdiga o dissemos anteriormente. 

Bola pra frente. Este foi o capítulo de hoje.

Sem título

Estou aqui, diante do monitor, esta tela branca esperando ser preenchida.

Confesso: já tive mais vontade de escrever. Já tive mais sobre o que escrever. Já tive sobre o quê julgar. Poetizar. Reclamar. Agradecer. Compartilhar.

Minha vida é uma mistura de montanha russa com roda gigante. Um gosto agridoce de fundo indecifrável. Intragável. Mas eu sou curiosa.

Eu acho que já quis ser tanta coisa... quem não quer? Quem não tem esses sonhos incríveis, tão perfeitos... apenas esperando serem realizados.

Não sei o que quero ser agora. Estou sendo bem sincera. A estrada está lá. O veículo condutor também está lá. A companhia está lá. Tudo está lá. Mas, que merda, nunca está perfeito.

Amanhã completará um mês que fui dispensada do meu emprego. Pouco mais de dois meses que meu namoro terminou. Um mês sabático. Quando temos mais tempo de sobra... parece que a loucura se sobressai. Não dizem que mente vazia é a oficina do diabo?

Acho que já fui mais filósofa. Acho que já fui mais poeta. Acho que já fui mais eu mesma.

Ultimamente -- que na verdade já chega perto de uns três anos -- eu percebi um movimento na minha vida. Uns dizem que está tudo escrito no mapa astral, outros dizem que são coisas que atraímos. Outros dizem que pode ser carma. Destino? Não sei. Mas sei que há algum tempo que eu vejo uma relação de amor e ódio com pessoas e grupos de pessoas. Preciso delas, porque gosto de fazer parte delas. Mas odeio elas, odeio pessoas e grupos de pessoas por tudo que há de mais intrínseco nelas: o grupo, a competição, a idolatria, a veneração, a subjugação. O poder que se doa e o domínio de um sobre muitos.

Eu também sofri decepções irrecuperáveis em diversas situações que não esperava viver. Tanto tempo depois, a dor principal se foi no entanto... ainda há a ferida. Ainda há o resto, a sombra de um sentimento que nunca se apagará.

O amanhã e o depois de amanhã... o tempo dirá. Talvez seja possível recuperar o irrecuperável. Talvez seja possível tanta coisa. Passar a vida inteira tendo seu idealismo testado a duras provas e, ainda assim, continuar sorrindo e acreditando: tem outra coisa para fazer?

Após o furacão...

Cá estou aqui!

Os últimos anos, os últimos meses... as últimas semanas... passaram por mim chacoalhando minhas estruturas, questionando minhas escolhas, levando pessoas embora, trazendo pessoas novas. Novas experiências, novas expectativas. Um novo olhar. Um novo sentimento. Novos medos. Novos objetivos.

A vida é cíclica. Tem esse gosto estranho, doce-amargo. Mesmos olhos que veem de forma que não via antes. Mesmo corpo que caminha com os mesmos pés mas não os mesmos passos. Estar diante dos mesmos cenários e não ter as mesma reações. 

Talvez tenha chegado o momento em que finalmente consigo segurar as rédeas da minha vida sem fazer esforço hercúleo para não errar. É como se eu finalmente me sentisse segura sem saber exatamente o porquê.

O que será isso? Não sei. Maturidade pré-quarenta anos? Será? Será que temos um momento certo e específico em que as coisas começam finalmente a encaixar e a fazer sentido?

Esses dias têm me mostrado situações engraçadas. Pessoas que foram e de repente voltam. O passado batendo à minha porta. A fina ironia destilada em doses homeopáticas para meu prazer e degustação. Eu vou. Eu volto. Eu dou um pulinho até o fundo do poço para a minha autocomiseração. Eu sorrio para a vida. Eu pulo sem paraquedas. Já não me importo mais com a opinião alheia. Notícias de tragédias e mortes não me abalam. Voltei a chorar em filmes românticos. Estranhos postam comentários neste blogue, eu leio e dou risada. Casais se formam e se desmancham num piscar de olhos. A fração de um século de segundo.

O tempo vai e vem... e mesmo com toda a loucura dos acontecimentos incontroláveis... gosto de ver quem continua firme e forte ao meu lado. Presente-distante. 

Meio esquizofrênica hoje. Quem sabe... amanhã?

Buraco negro massivo

Metade de um maço cigarro depois, me sinto entorpecida.

Busquei um pouco de paz...num raro e silencioso fim de tarde de domingo.  Um pássaro, que não vi nem sei dizer qual a espécie, cantava. Não sozinho, cantava para mim. Obrigada por cantar para mim...

Me perdi em pensamentos. Deste mesmo cenário que vejo há tantos anos... sinto uma solidão. Mas ela sempre foi minha. Não é a mesma solidão de vinte anos atrás -- pois eu não tinha este coração quebrado, eu não tinha essas dores que nunca me deixaram, eu não tinha essas cicatrizes. Não é a mesma solidão de quando eu olhava a madrugada e imaginava onde estaria a minha felicidade. Não é a mesma solidão de quando eu olhava o sol ir embora e pensava que o dia seguinte seria melhor porque apenas era o dia seguinte.

Eu acho que gostaria muito de ter um pouco ainda do meu eu de vinte anos atrás. Talvez? Talvez. Eu gostaria de ter muitas coisas que perdi de volta. Mas isso não faz parte da vida?

Hoje sinto uma buraco negro que me avista, tímido e corajoso. Ele me convida aos deleites da autocomiseração como uma droga que dá prazer e te vicia. Eu olho para ele me sinto tão tentada a segurar sua mão fria e acolhedora. O prazer e a dor ao mesmo. Sentimentos únicos e deliciosos que só sabe quem provou.

Hoje vejo o meu reflexo de mim mesma pintado com cores indescritíveis.

Hoje, eu vi o sol se pôr e vi aquele último lampejo de misteriosa claridade antes do completo breu. Um pouco pra mim e um pouco pra vc, buraco negro. Vamos dar as mãos esta noite. E amanhã será outro dia.


Eu, o signo de Câncer e um pouco além

Eu costumo escrever um texto na minha cabeça milhões de vezes antes de transcrevê-lo para outra forma. Com este texto aqui não foi diferente. Pensei muito. Talvez, esteja pensando nele há anos, mas nem sabia.

Os tempos são outros. Muito diferentes de tudo que já vivi em minha vida! O que é bom. É bom poder viver e ver as coisas mudando. A sensação da vida criando e se transmutando. A sensação de lição aprendida e tantos mundos novos a desvendar.

Os últimos anos de minha vida foram bem difíceis. 2011: um dos mais fodas, superando até o ano de 2001. 2012 também foi difícil. Fim de 2012 e começo de 2013: foda. Fim de 2013: foda. Eu tava achando que vivia numa constante depressão. A alegria tinha se esvaído e uma obrigatoriedade da vida tinha se instalado. Viver porque preciso agradecer a vida. E só. Me afastei radicalmente das pessoas no segundo semestre do ano passado (o fim foda de 2013). E fui indo apenas para onde o vento me levava. O começo deste ano também foi difícil.

Mas algo aconteceu. Não sei dizer o que foi. Só sei que eu resolvi agarrar a chance.

Muitos insights, muitas epifanias, muitas fichas caindo, muita compreensão de tudo.

Talvez eu não quisesse ter vivido tanta coisa difícil. Quem quer sofrer arbitrariamente?

Depois de toda essa introdução para contextualizar as coisas, digo a que veio este post: veio para dizer que eu, durante anos, fui preconceituosa contra o signo de câncer. Sim, eu! Uma canceriana que não gosta de cancerianos!!! Como assim?!

A tomada de consciência veio com muita amargura e com algumas lágrimas. Pois, ao longo de tanto tempo, já tendo perdido a conta, nem lembro quando isso começou. 

Uma coisa eu sei: de todos os espécimes mais "loucos", creio que os maiores exemplares foram do signo de câncer. Pessoas que pelos mais variados motivos, não sabem utilizar e viver toda a sensibilidade maternal canceriana. Homens e mulheres que são verdadeiros psicopatas por pouco amar, e também são psicopatas por amar demais.

E não foi um caso isolado. E contínuos exemplos continuam entrando na minha vida.

Não sei o que acontece com as pessoas do signo de câncer. Sério mesmo!

Outro preconceito bem comum destinado aos cancerianos é que somos chorões. Não somos chorões! Alguns de nós até são, mas somos classificados assim por não termos pudor em demonstrar nossas emoções. Nossa sociedade nos ensina que "chorar é feio". Entenda-se o "chorar" por demonstrar emoções, sentimentos, sensibilidade. Nossa sociedade nos ensina que o bonito é ser "forte", "engolir choro". Coitados dos homens sensíveis, coitados dos homens cancerianos!

Astrologicamente, câncer -- signo regido pela Lua -- é aquele que nutre, ampara, cuida e protege. É um signo cardinal, frio e úmido. Tímido, observador, mas sabe exatamente o que faz e sabe quando fazer. Cada um de nós traz um mapa natal específico, mas cancerianos são cancerianos, não importa quão distintos sejam os mapas.

Talvez haja alguma explicação dos motivos de os cancerianos se destacarem tanto como aqueles que assustam as pessoas no quesito relacionamentos. Astrologicamente e isoladamente, não há justificativa. Talvez a cardinalidade seja um fato... talvez.

Porém, me diga: e as outras características? A capacidade de ouvir, empatia, compreensão, nutrição, acalento, auxílio? A doçura, a paciência, o colo? Existe muito mais nos espécimes cancerianos do que a primeira falsa impressão.

E, então, eu me dei conta de que vinha tentando me esconder de mim mesma. Eu -- que sou uma canceriana com ascendente em peixes! Eu sei o quanto eu já assustei as pessoas nos relacionamentos mais íntimos -- seja namoro ou amizade. Eu me anulei. Eu quis ser outras coisas que eu até sou... mas que não são a minha essência. Eu me ironizei. Eu me desfiz de mim mesma.

E eu ainda estou nesse processo de cura, porque foram muitos anos de anulamento. Muitos anos aceitando o preconceito alheio, concordando com ele e piorando os adjetivos!!! Tem canceriano louco por aí? Porra, tem um monte!! Assim como tem ariano, geminiano, leonino, taurino... todos os signos do zodíaco. Então, eu parei de aceitar o preconceito. Experimente vir falar mal de um canceriano perto de uma canceriana astróloga!!!! rs

Eu conheci MUITOS cancerianos ao longo da minha curta vida. MUITOS. Uns mais loucos, outros mais comuns... todos querendo ser mães, às vezes, demais! A canceriana mais recente que conheci é a baiana Odete. Acho que todos os exemplares cancerianos ela é a mais incrível de todas. Sua amizade tem me mostrado o lado bom de câncer e tem me feito enxergar que não é ruim ser do signo de Câncer! rs Tudo é equilíbrio, essência e ouvir o próprio coração. Obrigada pela amizade, este post é dedicado especialmente a ela. E também a todos os cancerianos que aqui vierem e lerem este texto até aqui! ;)

A minha jornada pessoal continua. E eu me revelarei a mim mesma. Me reconhecer como verdadeiramente sou é o primeiro passo. Me aceitar como sou, o segundo. E buscar minha felicidade sem desejá-la pela metade, o próximo!

Um dia feliz

Este dia de 02 de julho de 2014 foi um dia muito feliz!

Talvez, porque esteja de férias. Talvez, porque esteja prestes a fazer aniversário e eu veja todas as atenções se voltando para mim. Talvez... tantas coisas. Posso fazer uma lista delas.

Mas, acima de tudo, eu acho que sei dos motivos. Não vou colocá-los todos aqui, porque não cabe. Um deles está diretamente relacionado ao livro que terminei de revisar antes de tirar férias: Love 2.0, que sairá pela editora onde trabalho. Foi uma leitura que mexeu muito comigo, positivamente. Muitas leituras e muitas experiências já mexeram comigo, nesse sentido. Porém, no atual estágio da minha, ver um tipo de livro desses cair no meu colo, é quase um tapa na cara do destino dizendo: "Ei, bora?".

Sempre me considerei uma pessoa muito privilegiada, ao longo da minha vida. Sempre tive amigos, que da melhor maneira que puderam, contribuíram e estiveram ao meu lado. Sempre estive cercada de pessoas que me acalentaram, compreenderam, tiveram paciência e amor. Sim, muito privilegiada!

Nosso conceito de amor, infelizmente, é muito mundano, muito humano, muito raso e muito fraco. O verdadeiro amor universal que deveríamos sentir uns pelos outros está longe de se concretizar na Terra. Mas tenho muita fé de que um dia, uma era, nem que seja daqui a 10 mil anos, a gente possa ser o que sempre e verdadeiramente fomos: puro amor e luz!

Quero retribuir e compartilhar essa alegria pura que estou sentindo hoje. Esta é a minha verdadeira essência. Não dizem que devemos compartilhar as dádivas que ganhamos? Estou aqui doando essas sementinhas que, espero, brotem em seus corações. Pensem luz, amor. Não façam esforço, nem precisa. Apenas pensem... sintam!

Hoje foi um dia feliz. E tenho certeza de que os próximos serão tão felizes quanto!

Hoje, não me importei com os paulistanos apressados, mal-educados, grossos. Deixa eles irem! Eles querem ser os primeiros, deixa eles serem! Querem pegar o metrô antes de mim, que peguem! Querem atravessar a faixa no vermelho e quase serem atropelados, que seja! Eu esperei, eu dei passagem, eu aguardei.

E, inacreditavelmente, eu ouvi pedidos de desculpas. Não é bizarro, isso? Pessoas que esbarraram em mim e pediram desculpas. Foram poucos, mas existiram. Não acreditei.

Nem reparei se me deparei com atendentes antipáticos. As pessoas hoje estavam tão sorridentes. Uma atendente no MAM me sorriu tão deliciosamente, eu fiquei tão feliz. A garçonete do café também brincou comigo e abriu vários sorrisos lindos e piscou. Gamei! Lindas. Porque é isso mesmo, quando você está bem e espalha o bem, somente coisas boas retornam. Mas vejam, não pode ser forçado, precisa ser um movimento natural da vida, como se você agisse sem perceber.

Tava eu lá na fila gigantesca e lenta da Starbucks. Quase pensei em sair. Mas fiquei olhando o menino do caixa que, em nenhum momento tratou mal algum cliente. Fazia tudo num compasso contínuo, mesmo com a fila gigante, mas sempre sorrindo. E escreveu meu nome com um sorriso no copo. Como não agradecê-lo com um sorriso, também?

Também passei por uns momentos bizarros, mas não sentir ódio em situações extremas supostamente é algo muito difícil. E é!!! EU SEI. Mas quando você alcança o nível (que não é constante, mas é nosso objetivo que seja) os efeitos são imediatos. Tente!!!

Hoje também foi um dia feliz porque estive com uma amiga muito especial, a Lari. Já passamos por tantas, deixamos de nos falar, voltamos a nos falar. Ela tem algo que admiro e que eu acho essencial num relacionamento, seja ele qual for (no nosso caso, amizade): mudar e acompanhar mudanças. Esta é a nossa melhor sintonia. Passo horas e horas ao lado dela sem nunca me cansar.

E também me encontrei com minha amiga de mais longa data: Denise Y. Treze anos! Para uma pessoa como eu, sem amigos de infância, esta é uma amizade muito especial. Desde a primeira a vez que eu a vi, sabia que seria para sempre. Ao longo dessa estrada, esburacada e lisa, vivemos nossa história. E eu tenho orgulho dela.

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Pense o amor. Sinta o amor.
Cara... somente coisas boas virão. Vai por mim!

Até breve! 


Um reflexão sobre a amizade

Já escrevi muito sobre a amizade neste blogue. Clica aí no link aqui que você verá as postagens antigas que escrevi sobre esse assunto.

De tempos em tempos, nos últimos quatro anos, vivi experiências bizarras -- para dizer o mínimo. 

Acredito que cada um de nós tem as lições para viver e aprender na vida. Uma lição de uma pessoa não é igual à lição de outra pessoa. Então, comparar experiências é sempre complicado. Acho mais interessante nos inspirarmos na lição de alguém. Julgar é pior ainda.

Eu sinto que estou desenvolvendo um temor muito grande de confiar nas pessoas da mesma maneira que confiava há uns atrás. Obviamente, não sou mais a mesma pessoa e os nossos tons, nossa expressão mudam e se amoldam com o passar dos anos. Mas uma coisa que eu nunca queria perder era a capacidade de confiar plenamente nas pessoas.

Não adianta. Perdi. E perdi MUITO. Muito mais do que imagino. 

Mas este não é um caso perdido! Mas não posso exigir de mim mais do que sei que sou capaz de dar. E confiança nas pessoas é algo que agora vem sempre acompanhado de restrições, muralhas, testes e muita, mas MUITA observação.

Estou aprendendo a me perdoar. Acho que, influenciada pelo livro que terminei de revisar, aliado a todos os cursos de autoconhecimento esotéricos que já fiz, além das aulas de astrologia, percebi que o amor e a compaixão para si próprio é o maior e primeiro amor que precisamos ter. Se não sentirmos o puro amor para nós mesmos, por nossos defeitos e qualidades, simplesmente somos incapazes de amar alguém.

E esse amor compassivo não tem nada a ver com narcisismo ou autoestima. É o amor puro, o amor universal, o amor que todos nós almejamos mas poucos de nós sentem.

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É uma tarde quente de inverno. Estou ouvindo uma música que parece Bon Jovi mas não é. Uma letra e uma melodia tão lindas... me inspirou escrever um post, depois de tanto tempo.

Eu tive umas ideias para o blogue, mas ficou de lado, por enquanto. A questão da amizade, das pessoas do meu convívio, de todas as perdas [que muitos dizem serem ganhos!] retumbam no coração e na mente desta canceriana. 

Cancerianos são trolados o tempo todo por serem assim, sentimentais. Isso não é sentimentalismo tosco e barato. É a capacidade de saber lidar com o universo sem formas, líquido e intenso dos sentimentos. E é isso que diz essa música no repeat one; "We've gotta say to yesterday, / 'cause I can't go on / since we both agreed to go our separate ways".

Estou me perdoando deste sentimento de que falhei comigo mesma por toda a dor que passei por todos os amigos que se foram. Não vou dizer que não foram amigos, porque foram. Foram, sim!!! Eu sinto falta e saudade de todos os momentos que ficarão eternamente nas minhas lembranças. E é lá que essas memórias viverão. Estou me perdoando e perdoando. 


LERIGOU — a máxima dos dias de hoje!

LERIGOU, LERIGOU, LERIGOU.

Cansei, gente! Cansei!!!

A vida é tão complicada, né? A vida é tão dura. A gente acorda cedo, toma banho no frio, tenta ficar linda e cheirosa, pega trânsito, ônibus cheio, trem fedido. Vai pro trabalho e encara a rotina, a correria.

E, ainda por cima, só tem gente louca para todos os lados??? PARA COM ISSO! PARA JÁ!!!

Cadê o 'paz e amor'? Cadê o amor incondicional? Cadê a paciência? Cadê a empatia???

Não, gente, não dá! Não dá mais!

Ontem tava uó, querendo matar e morrer. Chorando e ficando com olho inchado. Japa com olho inchado não rola!!!

E nada de autoajuda, orações, macumba na encruzilhada, vodu. Nada, nada disso resolvendo. Aí, você perturba os amigos, maltrata a família, culpa o gato, culpa a Astrologia (HERESIA!). Como assim, gente???

Não tem culpa. Ninguém é culpado!!! Nem mesmo os filhos da puta que te deixaram para baixo são culpados!!! E, olha lá, a culpa não é das estrelas! PAREM DE FALAR MAL DA ASTROLOGIA!!!

A gente tem que fazer igual a Gretchen no facebook. Fica lá todo mundo chamando ela de Dino e etc e o que ela diz? LERIGOU LERIGOU LERIGOU. Sou ryca, sou lynda, sou famosa!!!

LERIGOU!!!! (por favor, sem essa de porra de música do Frozen)

Assim, determino que cansei de me sentir deprimida por gente malcomida, mal-amada, mal resolvida que decidiu me encher os pacová, me pentelhar, me criticar, me julgar, me crucificar, e pegar no meu pé. Pegou no meu pé? Aproveita dá um beijo, porque sou supercheirosa.

LERIGOU!!!

A vida é curta demais para perdermos tempo com tanta gente assim. Essas pessoas se multiplicam e surgem de onde você menos espera!!! 

Então, queridos, fica a lição: NINGUÉM gosta de gente chata chorando reclamando depressiva. Todos amaaaaaam gente feliz. Nem que seja a porra da família Doriana.

Vamos continuar acreditando no coração bondoso de todos! SIM! Por mais inacreditável que pareça, todos têm bons corações. Ele só está escondido. Tão escondido que às vezes nem a própria pessoa sabe!!!! 

E vamos seguindo! Um dia por vez, sempre em frente. Já dizia a canção!

beijinho no ombro!

Um domingo qualquer...

Houve um tempo em que acordava em manhãs de domingo, como esta, ligava o rádio numa estação qualquer, e aquela música que eu mais amava estava tocando! Tudo fazia sentido: a vida era pura alegria, nada parecia fora do lugar, eu respirava um sentimento de plenitude e perfeição.

Hoje em dia, acordo, nem o rádio eu ligo mais. Ainda existe uma estação que toque aquelas músicas lindas que agora são consideradas velhas mas que para mim ainda continuam sendo meus eternos e atuais clássicos? Acho que não...

O tempo muda a cor, os tons, os gostos. O tempo muda tudo. Mais rápido ou mais lentamente, poucas coisas se mantém. Mudar é necessário? Mudar é intrínseco! Observe a natureza e você verá que as paisagens até podem permanecer semelhantes, mas quatro estações se passaram!

Esses dias estive pensando no melhor conselho que meu professor de Astrologia me deu ao ler meu mapa: sua vida é a estrada, você está dirigindo e tem um destino, um lugar que precisa chegar. É uma viagem longa. Nesse tempo, pode chover, pode estar um dia lindo, pode baixar uma neblina, pode ter buracos na estrada. Os obstáculos podem ser rápidos ou podem demorar a passar.

Você tem um objetivo, que é o destino da sua viagem. E você sabe que precisa chegar a esse destino. Diante de um impedimento durante a viagem, o que você faz? Desiste da viagem? Fica à deriva esperando? Não!

Você muda a rota. Você desacelera e dirige com mais cautela. Você usa o gps. Se de uma forma não está boa, VOCÊ MUDA A FORMA. Se de um jeito nunca deu certo, VOCÊ ABANDONA E ESCOLHE OUTRO JEITO.

Parece simples, né? Mas a vida é simples!

Só que quando estamos no meio da neblina, sozinhos, à noite, a vida parece mesmo uma estrada sem saída. Aí, você precisa pensar naquilo que é mais importante acima de tudo: SER VOCÊ MESMO.

A sua natureza intrinseca, a sua alma, a chama mais interna dentro de você sabe o que fazer. Mas nem sempre sabemos mais como acessarmos a nós mesmos.

E, num dia como hoje, um domingo frio, cinza... eu aqui ouvindo essas músicas velhas tão bregas e tão boas, me peguei pensando nisso tudo. Um pensamento em voz alta. Quase um poema narrativo. Um pouco de mim.

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* em breve farei o sorteio dos brindes. Galera não se empolgou muito (aparentemente) mas os que se apresentaram merecem!

** em breve, também, começarei a escrever posts astrológicos em parceria com meus amigos do curso de Astrologia. Serão tópicos simples para todos entenderem o real funcionamento dos planetas por si mesmos e na nossa vida. Astrologia de facebook e de jornal? Só se for de astrólogo de verdade. MUITO CUIDADO com essas páginas genéricas, porque elas são muito tendenciosas quando não falam barbáries!!!

"E se eu fosse te esperar?" -- Isabella Taviani, SP, Teatro Bradesco

Isabella e os fãs que me perdoem, mas esse show tão aguardado em Sampa, da minha eterna e única ídola-mor -- Isabella Taviani -- será marcado para sempre porque ouvi pela primeira vez, ao vivo, uma das músicas mais lindas de todos os tempos: "E se eu fosse te esperar?"

Eu sei, eu tenho uma queda fatal por músicas "incomuns" podemos dizer assim. Nada contra os clássicos! Adoro clássicos. Mas gosto do diferente, ou seja, sou do contra. Mesmo. Por exemplo, do primeiro cd, a minha número 1 eterna é "Pontos Cardeais". Aquela canção é perfeita! Simplesmente perfeita! O sentimento é praticamente o mesmo em relação a "E se eu fosse te esperar?".


Eu não imaginava que essa canção seria cantada. Tantas músicas clássicas, tantas músicas novas... achei mesmo que veria o setlist básico dos show da turnê e as parcerias novas. Então... naquele exato momento em que vi o cara (Douglas Borsatti) com o acordeon no palco, meu coração disparou: "Ai, meu deus, ela vai cantar! Ela vai cantar! Ela vai cantar!!!".

Eu fechei os olhos e comecei a degustar a canção, enquanto tentava gravar com o celular. A viagem pelas notas do acordeon com a melodiosa voz de IT foi um êxtase, mesmo com algumas vozes desafinadas e destoantes ao redor! Para mim, essa música não é para ser cantada junto com a cantora, é para ser degustada!!! Mas tudo bem... o vídeo ficou uma m*rda, eu ainda vou tentar subir, quando o youtube permitir.

Amo profundamente a interpretação vocal de Isabella nesse tipo de canção. É uma perfeição divina, não tem outra descrição. É o timbre, a intensidade, a doçura... queria poder encontrar mais adjetivos. E falo isso nem porque sou fã (claro, isso colabora... rs) mas falo porque é exatamente o sentimento que me acomete. Quem for ao show e tiver o privilégio de ouvi-la... ouça. Não grite junto, não atrapalhe nem estrague a música: apenas ouça! Grite em casa, vendo o dvd! rs


As novas músicas são muito deliciosas: "Ao telefone", "Galega brasileira", "Eu queria ver você no meu lugar", "Se assim for". E o auge do show é Isabella cantar a releitura de um dos seus (talvez o maior) maiores clássicos: "Diga sim pra mim" em estilo forró-reggae. No dvd, a parceria com Elba é perfeita! Elba elevou a canção a outro patamar incrível. Ao vivo e sozinha, IT dá conta do recado, acompanhada novamente de Douglas e seu acordeon. "Diga sim pra mim" é uma nova música! Ainda mais linda!

Isabella, por favor, não demore tanto a voltar para São Paulo! Traga mais este Raio X para seus fãs paulistanos! Obrigada por TUDO!

As fotos postadas foram tiradas deste site e são de Teca Lamboglia!
Mais fotos na página oficial!

CINCO ANOS DE BLOGUE!

Então, aos fiéis visitantes, quero saber: estou pensando em fazer um sorteio! O que acham?

Afinal, não é fácil mesmo ter um blogue por tanto tempo! Haja assunto, haja tanta coisa... especialmente... VOCÊS!!! Sem leitores, não há blogue.

Queria saber o que vocês acham. Comentem aí!

Estou pensando em sortear um livro e um dvd que serão devidamente enviados para a pessoa, não importa onde ela more! ^^

Até!

meu post no facebook.

06 de maio de 2014

Nunca mais me esquecerei dessa data! Foi o dia em que fiz meu primeiro mapa astrológico DE VERDADE com um profissional gabaritado.

Até então, tinha feito vários mapas pela internet. Eles não eram ruins, mas não traziam o "elemento humano" que une as pontas, faz leitura corporal e energética.

Para quem nunca fez mapa astrológico, ou mesmo para quem não acredita, digo: faça um teste. Escolha um excelente astrólogo e veja.

Eu estava perdida. Eu estava sem esperanças. Eu estava solitária.

Não vou entrar no mérito de explicar o quê e porquê, mas é fato de que a vida é como o mar... calma uma hora e revolto em outra. Pelos mais variados motivos, singramos no mar, com o nosso barquinho. Temos um objetivo (ou vários) e nunca devemos esquecer dele. 

A minha palavra de ordem tinha sido "perserverar". E à ela acrescento: FOCAR. Minha tônica está no signo de SAGITÁRIO. Por aí, seguirei!

Mais do que nunca, tenho certeza absoluta de que quero ser astróloga atuante para poder auxiliar as pessoas!

E num dia cheio de coisas boas como este, uma das minhas músicas favoritas no momento.

"When the bridge is burning and I'm losing my faith
And I'm trying to find my way towards the truth
Like a wild arrow flying now I'm blindly running
From everything I thought I knew  [...]
No I ain't regretting
Just how lost I'm getting
Or the red lights I've been blowing through
My foot will find the pedal
As I'm counting the lines"


Meus filmes favoritos de todos os tempos

Escrevi um post elencando meu filmes favoritos uns anos atrás. Achei que era hora de repostar, incluindo as novidades. 36 filmes porque tenho 36 anos. Um dia cai por terra essa minha regra só minha e posto uns 200 filmes. Ou não.

01. Cidade dos sonhos
02. Réquiem para um sonho 
03. Persona
04. As horas 
05. Brilho eterno de uma mente sem lembranças 
06. Closer – perto demais 
07. Tomates verdes fritos 
08. Matrix – trilogia 
09. 2001 – uma odisséia no espaço 
10. Ponto de mutação
11. O silêncio dos inocentes
12. Anticristo
13. Cisne negro
14. Monster – desejo asssassino
15. Psicopata americano
16. O exorcista
17. O iluminado
18. O céu que nos protege
19. Meninos não choram
20. Alien – quadrilogia
21. A viagem de Chihiro
22. Thelma e Louise
23. O segredo de Brokeback Mountain
24. Em algum lugar do passado
25. O segredo do abismo
26. Veludo azul
27. Má educação
28. Paris, Texas
29. Bagdad café
30. Almas gêmeas
31. Taxi driver
32. Animatrix
33. Jogo subterrâneo
34. Las acacias
35. A origem
36. Gravidade

Após um longo tempo 1 - cookies sem glúten

Está na moda cada vez mais não celíacos aderirem à dieta sem glúten!

Culpa das farinhas brancas! Por causa dos programas de dietas, por causa do excessivo número de obesos, o ataque a tudo que faça inchar, cause enxaqueca, sirva como “cola” dentro do nosso sistema gastrintestinal. As farinhas brancas são atacadas sem dó. Confesso que não acho que a culpa seja inteira e unicamente da farinha branca. Mas vivemos numa época em que adoramos apontar o dedo como nunca! E, quem diria, um simples exemplo culinário vira metáfora para filosofia de mundo. Parei!!! ;-P

Depois que um amigo do curso de astrologia me disse o quão fácil era fazer cookies, fiquei com aquilo na cabeça. Convivo com pessoas com as mais diversas restrições pelos mais diversos motivos, então... resolvi arriscar fazer um cookie sem glúten, já que as pesquisas pela internet não me renderem nenhuma receita que me agradasse. Umas falam de uma massa grudenta, que você precisa ficar remoldando enquanto assa. A imensa maioria dizia mesmo que a massa era grudenta, que era necessário moldar com uma colher! Não!

Nem procurei receitas gringas, fui na intuição mesmo. Não ia usar ovos, nem farinha de trigo. Então, seguindo a lógica, bastaria mesclar 50/50 farinha de arroz com o amido e fécula. Bingo!!! ^^

Olha a receita. Alguns ingredientes podem ser difíceis de serem encontrados. As farinhas abaixo foram compradas na Zona Cerealista e, juro, meio quilo de cada e mal paguei CINCO REAIS ao total. No Rio de Janeiro, acho que na Casas Pedro você encontra os ingredientes.

Cookies sem glúten
100 g de farinha de arroz branca
100 g de farinha de arroz integral
100 g de farinha de arroz negro 
100 g de amido de milho
100 g de fécula de batata
1 colher de sopa rasa de fermento em pó químico
100 g de açúcar demerara (ou mascavo) [mais, para quem gosta de muito doce]
100 g de manteiga sem sal bem gelada cortada em cubinhos pequenos (ou 100 g de gordura de coco gelada)
1 fava de baunilha (ou 1 colher de café de uma boa essência de baunilha)
50 g de sementes de girassol
50 g de castanha do pará picadas grosseiramente
50 g de amêndoas cruas picadas grosseiramente
200 g de chocolate meio amargo picado grosseiramente (mais ou menos de acordo com o seu gosto)

Modo de preparo
Misture e peneire todos os ingredientes secos. Acrescente a manteiga gelada. A baunilha. Com as mãos, incorpore tudo até virar uma massa (como disse minha irmã "parece massinha de modelar"). Nada de massa grudenta. Você precisa ter uma massa modelável, que você pega com as mãos e faz os formatos de cookies no tamanho que quiser.

Quando chegar nesse ponto, acrescente os grãos e metade do chocolate. Incorpore tudo. Tampe a bacia em que estiver trabalhando com filme plástico e deixe na geladeira por pelo menos dez minutos. Caso a sua massa esteja meio mole, a geladeira vai deixá-la firme outra vez. E essa resfriada é boa para dar o choque térmico na massa, gelar a manteiga da massa, e dar uma crocância, embora amido de milho e fécula sempre resultam em massas "podres" e crocantes.

Preaqueça o forno a 200ºC. Enquanto isso, pegue duas formas antiaderente ou apenas untadas com óleo. Pegue a massa da geladeira, molde os cookies e deixe um pouco de espaço entre eles. Pegue o restante do chocolate meio amargo picado e coloque por cima. Ponha para assar por cerca de 15 a 20 minutos, depende da potência do seu fogão.

Quando assados, deixe a forma esfriando em uma superfície fria. Depois de uns 15 minutos, você pode retirá-los com ajuda de uma espátula. Coloque sobre papel toalha para esfriar de vez, o que leva mais tempo. Depois de totalmente frios, guarde-os em um recipiente hermético (dica do amigo do curso). Comprei potes de vidro grandes, com tampa. Dura uma semana e mantém a crocância.

E... yummy! Que surpresa, porque fica uma delícia!!!! 

Onde estão as lésbicas cultas deste país?

Ao contrário do que costumo fazer, escreverei um post temático gls. Não gosto dos rótulos nem da classificação grupal, mas este post é necessário, mesmo porque muitas meninas vem aqui ler este blogue. Talvez minhas reflexões sejam desagradáveis à maioria que o ler, talvez ajudem, talvez... nada.

O título é polêmico, eu sei. Eu tenho fugido dos temas polêmicos, porque as opiniões sempre se polarizam, radicalizam e extremismo não é a minha praia. Pode ser que eu erre ao tratar do assunto, mas preciso fazer esse questionamento e, quem sabe, alguma alma caia aqui, se compadeça e deseje também compartilhar seus pensamentos comigo.

Vamos lá.

Quero relembrar algo que S. sempre me dizia: "São Paulo é uma cidade com milhões de pessoas. Se você encontrar dez pessoas bacanas, será sortuda" -- acho que era assim, espero não ter errado! :P A questão é "onde estão as lésbicas inteligentes?". E inteligência nem é a quantidade de titulações acadêmicas que ela possui -- porque a garota pode ser uma verdadeira chata pedante, que por mais humilde que seja, não conseguirá deixar de te dizer entrelinhas o que é certo e o que é errado.

A inteligência também não é idade avançada, tipo mais de 40. Sim, num mundo de inclusão digital, mais de 40 podem ser consideradas tias. Sapatões-tias. Termo mais obtuso impossível, no entanto, muito real. A inteligência deveria estar ligada ao amadurecimento da mulher porém isso é relativo. Escrevi recentemente sobre imaturidade emocional e continuo afirmando que mulheres amplamente vividas não significa que elas sejam sábias. A fórmula da sabedoria me parece bem diferente.

A inteligência também não está atrelada ao grau maior ou menos de humanidade que ela possui. Como disse, e por experiência própria, esse é o rótulo mais perigoso e no qual você mais se engana! Porque as pessoas espiritualizadas possuem uma proposta que, se você desconfia, você é abertamente criticado! Como assim, desconfiar de uma pessoa assim?! Pois, desconfie. Desconfie de tudo, sempre.

Bem, se vocês repararem, a matéria humana é tão ampla, que nem parece que estou falando de lésbicas. Pois, então, estou falando de seres humanos. Em matéria de amor e relacionamentos somos todos iguais. Muda-se o gênero, o sexo... mas muita coisa mantém-se a mesma.

Recentemente, decidi me associar a alguns grupos lésbicos no facebook na (ingênua) tentativa de conhecer garotas novas para amizade. Primeiro que aos olhos da imensa maioria, conhecer alguém para amizade é algo inconcebível e sempre visto como "desculpa para ir pra cama com alguém". NOPE. No meu caso (e de repente alguns outros raríssimos -- mais BEM raríssimos mesmo) eu realmente quero trocar ideias. Conhecer pessoalmente, café, conversas, afinidades mentais. Qual o problema disso?

Entrei nos grupos, comecei a ler as postagens e... meus deuses do Universo: é assustador!!!! ASSUSTADOR!!! Estes tempos estão assustadores!!! E, olha, nem tô falando de gente escrevendo errado num português de doer o mais íntimo de todos os meus ossos. Isso é um detalhe. Eu me vi numa balada virtual, com flerte para todos os lados, meninas e mulheres carentes num nível de 10 anos sem sexo e se achando as piores e mais feias criaturas da face da Terra!!! Lembrei, com muito amargor, da minha péssima experiência de uns anos atrás, no antigo Espaço Unibanco. Com muita tristeza, percebi que as coisas não mudam, acho que elas sempre foram assim...

Admiro demais o trabalho da Del Torres, uma das fundadores do Parada Lésbica. Um grupo correto e honesto. Conheço a Del faz tempo e desde então até agora, não tenho negativo para dizer. Ela continua fazendo um belo trabalho, organizado e com caráter. Algo raro não só em São Paulo mas no Brasil. A Del está dando espaço para que todas as meninas possam ter um local correto onde possam encontrar pessoas com mesmas angústias, mesmos desejos, mesmos objetivos, seja algo sério ou apenas pegação. Há os encontros reais, o site de perfil para relacionamentos, enfim.

Acho que o que falta agora é um local virtual para reunir as sapinhas num outro nível. Será que só eu quero isso? Me parece tão demais que os gays, nesse sentido, estão anos-luz à nossa frente. Porque não existe essa de meninas apenas nesse estágio, porque eu sei que há o estágio seguinte. E é a esse estágio que estou me referindo.

Fiquei pensando que as lésbicas mais cultas (uso essa palavra num sentido mais amplo, que engloba inteligência acadêmica, inteligência espiritual e inteligência para cultura geral e/ou específica) que eu já pude conhecer foram em qualquer lugar menos em nichos lésbicos. Será uma tendência ou uma regra? 

Claro, conheci garotas fantásticas pela internet, fiz amizades incríveis e namoros duradouros. Mas o que me parece hoje é que a internet tornou-se a inclusão digital para essas meninas que estão longe de tudo e de todos e as outras garotas sumiram da internet. Será?

Meu período de participação no grupo está com os dias contados. Porque em pouco mais de uma semana, vi o suficiente para perceber que eu não pertenço lá. Veja-se pelo número de pessoas que me adicionaram. E veja-se pelo número de pessoas que "ousaram conversar comigo"! Isso porque sou muito aberta, receptiva e simpática (olha, momento raro da minha vida! rsrsrs *brincadeira*). Adicionei umas 20 meninas e exclui mais de 80%. Ao fim, restará bem menos que isso.

Assim, termino o post com o mesmo questionamento que comecei: onde estão as lésbicas cultas do Brasil? Ninguém quer conversar sobre filmes, tendências, comportamento humano? E eu direi algo muito triste: minhas melhores conversas são com mulheres heterossexuais. Tenho várias amigas de longa e média data com quem tenho conversas profundas e épicas. Com lésbicas? Algumas. Com Janaína, sempre. Com S. E outras.

Sinto que ainda vou pensar e refletir mais. Até lá, quem se aventurou a ler até aqui e queira compartilhar seus pensamentos comigo, mesmo que de maneira anônima, adorarei ler sua opinião!

Paz e até!

O que é maturidade emocional num relacionamento amoroso?

Pensei em muitas formas de escrever este post. Nenhuma delas deu certo. Talvez falte liga, ou talvez falte até “mais experiências”. Não dá para esperar o ‘momento certo’ de escrever. Talvez alguma coisa esteja me bloqueando e impedindo a fluidez dos pensamentos. Nessas horas... eu penso na poesia. Somente a poesia com suas imagens, semitons e rimas consegue dar forma ao abstrato sem palavras.

Mas não vou escrever um poema, nem conseguiria... Ao contrário disso, vamos dizer que vou compartilhar um pensamento em voz alta.

Lembrei do post (que recentemente foi muito visualizado e muito comentado) As pessoas são estranhas. Na ocasião, me foi perguntado de como é difícil se sentir assim. Não diria que é difícil. Acho que esse é apenas um dos modos como eu vejo e — especialmente — sinto as coisas. Como sempre afirmo: não é mais ou menos certo. É o meu jeito.

Recentemente, me vi diante de um cenário com repertório conhecido. Aquelas mesmas dicas que te apontam para aquelas conclusões que você não quer ter, mas sabe que elas chegarão em breve.

Acredito que todos temos aquele segundo de pensamento quando está diante de uma situação já vivida várias vezes. Você pode escolher seguir, mesmo sabendo como será o final; ou você pode tentar um caminho diferente e crer que, sim, é possível que o final mude.

Mas o final não muda...

Qual é a maturidade emocional das pessoas? Como definir algo tão amplo dentro dos caminhos obscuros da psique humana? E diante de um relacionamento amoroso: como as pessoas se comportam? O que falta? O que sobra?

Já fiz muitas classificações. Conseguia razoavelmente criar listas que indicava mais aqui menos ali. Falando especificamente de casais, eu conseguia prever quanto tempo um casal ficaria junto apenas analisando o comportamento deles. Quanto mais paixão, mais efêmero. Claro, não é uma regra... mas funciona bastante.

Conversando com algumas pessoas e lendo alguns textos, dizem por aí que quanto mais vivemos, mais deveríamos ter autoconhecimento de si mesmo, autoconsciência e empatia pelo outro. Acho que, nesse caso, a regra real nem é o que acabei de dizer mas o contrário.

Conheci pessoas incríveis, altamente humanizadas, cultas, inteligentes... mas quando se trata de relacionamentos amorosos são um verdadeiro fiasco. Lembrei do Walter Riso, autor fantástico que preciso reler. E não são um fiasco porque querem sê-lo! Muito pelo contrário. A pessoa não tem consciência porque acha que está agindo como deveria agir.

Bem, a pessoa de fato está agindo da melhor forma como deve agir. Não devemos julgá-la por isso. No entanto, a partir do momento em que o espaço pessoal for invadido, você tem o direito — ao menos — de decidir se quer continuar com aquela experiência ou educadamente decliná-la. No meu caso, tive de declinar.

Enfim... esta matéria ainda será de muita reflexão para mim, não porque quero chegar a algum lugar, porque sei que não chegarei a lugar nenhum, mas porque penso que é possível dar pistas para um caminho mais claro e mais leve. Acredito que todas as pessoas que te procuram — em qualquer nível que seja — elas precisam de algo de você e, você, delas. Então, se algum caro leitor do blogue quiser comentar algo...

E, para finalizar por ora, o que vocês acham daquelas pessoas que dizem que "gostam de ouvir a verdade"?




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POST EDITADO
Me lembrei de algo que norteou meu pensamentos ao escrever o post acima e que acabei nem comentando. Só fui lembrar graças à frase postada pela Claudia Bertrani: "Amor sem verdade é mera paixão e verdade sem amor é crueldade. (Bion)"

Acho que o nível "maturidade emocional" pode ser claramente medido pelo fogo que vc tem no meio das suas pernas. Isso mesmo, fogo sexual. Acredito que, enquanto isso for a prioridade número 1 para começar um novo relacionamento, vc — de fato — quer estar constantemente apaixonado. Quer sexo a toda prova, quer brigar e reconciliar na cama, quer sexo em todos os lugares e a qualquer hora do dia. Há algo de errado nisso? NÃO! NUNCA!

Mas vc, honestamente, não deve esperar mais do que "9 and half weeks". Maybe less, maybe more. Um relacionamento baseado em paixão dura cerca de 2 a 3 anos no máximo. Eu diria 2. E tem as pesquisas que falam sobre o "hormônio do amor", do quanto somos dependentes dele e de quanto tempo somos capazes de produzi-lo continuamente.

Temos parâmetros muito tortuosos em relação ao amor, hoje em dia, na minha modesta opinião. E aí, não importa vivência, experiência, espiritualidade ou educação. Queremos tudo para ontem, no máximo hoje;  queremos um amor de televisão ou de filme, com tudo perfeito; queremos que o outro seja o que nós sonhamos no nosso mais profundo id maluco. Queremos uma ficção esquizoide em forma de amor romântico cheio de sexo como nos filmes pornôs. E o que somos? E o que temos para oferecer?

Acho que achei o norte deste tema espinhoso. As minhas experiências relatadas foram apenas para mostrar que não sou melhor nem pior. Sou um alguém como vc, em constante mutação e aprendizado. Já vivi a paixão e a irracionalidade. Muito. Demais. Meu conceito de amor nunca vinha dissociado de dor. E, olha, não faz tanto tempo assim, viu?...

Provavelmente escreverei mais. Num próximo post.


Memória afetiva: sequilhos de leite condensado

O sinal dos bons tempos trouxe de volta a vontade de cozinhar. Fazia muito tempo que não me arriscava... por que? Eu adoro cozinhar! Adoro a química dos temperos, das combinações, da técnicas. Cozinhar é algo que todos os pais deveriam ensinar a seus filhos. 

Assim como ler com uma criança em fase de aprendizado aproxima pais e filhos, acredito que cozinhar também tem esse mesmo efeito. Fora que você estará não apenas estreitando laços que, certamente, determinarão o caráter de seu filho no futuro; mas também estará plantando sementinhas que germinarão surpresas maravilhosas, esteja certo.

Nessa toada, eu tenho uma das melhores memórias afetivas da minha infância: fazer sequilhos de leite condensado com meu pai. Não sei qual era a minha idade, mas sei que gostava de vê-lo misturar as coisas e depois me deixar enrolar meus biscoitinhos nos formatos mais esquisitos -- mas que toda criança acha o máximo! E eu lembro, até hoje, da sensação de comer esses biscoitinhos, assados e quentinhos, com meu pai.

É impossível tentar reviver o mesmo sentimento, mas é possível tentar fazer uns biscoitinhos. Nunca tentei antes, nem sei os motivos. Mas desde que meu ímpeto por cozinhar voltou, resolvi arriscar. Porque isso também vai de encontro com minha maior resolução para este ano: fazer as coisas que nunca fiz.

Saí pesquisando receitas e confesso que achei umas combinações bizarras. Biscoito de sequilho com ovo e/ou farinha? Não mesmo! Fui no básico: maisena, leite condensado, manteiga e fermento. E o resultado ficou delicioso!

O aroma dos biscoitos assando invadiu a casa. E eu fiquei, ali, sozinha, pensando comigo mesma. Aproveitando esse frio atípico em pleno verão (ainda bem!!!!), a chuva, os gatos pertinho de mim... novos tempos chegaram com uma força total. Me sinto vivendo plenamente meu ascendente em sagitário. Voltando a ser eu mesma, outra vez! Com um otimismo sem pedantismo correndo quente nas veias. E acho que comemorei da melhor forma, com esses sequilhos de leite condensado.

Para quem quiser fazer em casa, segue a receita. Rende mais de 50 biscoitinhos pequenos!

- maisena (cerca de 400g) 
- 2 colheres de sopa de manteiga sem sal
- 1 caixa de leite condensado
- meia colher de sopa de fermento em pó

Junte tudo em um recipiente e misture, inicialmente, com uma colher. Depois, lave bem as mãos e coloque a mão na massa! Estará no ponto quando conseguir enrolar com as mãos.

Faça bolinhas pequenas (do tamanho de um brigadeirinho de festa) e deixe bastante espaço entre elas na forma. Se não for usar uma forma antiaderente, unte a forma, porque gruda. Pré-aqueça o forno a 180C. Cada fornada fica no máximo por 15 minutos. E deguste! Ele fica fofinho... lembrando um macaron (claro, com as guardadas comparações). Enquanto comia, sentia a leveza da massa, mesmo sendo amido e fermento, e imaginei conseguir cortar e rechear com goiabada. Nem tentei... queria comer o biscoito clássico. Quem sabe amanhã?

Você, leitor, tem alguma memória afetiva ligada com infância e comida? Compartilhe! ;)