Pequenas atitudes de amor

Amanheci com um pensamento: antes eu reparava (algo que não mudou) as pessoas falarem, falarem, falarem... colarem frases no mural, gritarem, esbravejarem com autoridade frases lindas, frases proféticas, frases filosóficas, frases espíritas, frases de pura reflexão. E apenas isso. FALAREM.

E eu achava ruim, porque as pessoas só falam e não fazem. Sempre foi assim, né? Eu confesso: achava MUITO RUIM.

E as pessoas são assim: FALAM. A primeira das reações. Porque somos seres de reação, em primeiro lugar. Primeiro reagimos, depois -- quando ocorre, refletimos. Por último, se ocorrer mesmo, sentimos. A ordem das coisas aí tá totalmente errada!

Mas, atualmente, eu penso que as pessoas estão tentando. Se esforçando. Uma coisa ali: dura, árdua... mas ainda é uma tentativa. E é válida!

Não importa se as pessoas fazem coisas que não gostamos: isso vai acontecer na maior parte do tempo. O que importa é saber olhar a profundidade de cada atitude, mesmo que ela seja totalmente contrária a tudo aquilo que você acredita e defende. Porque é disso que precisamos neste mundo. Olhamos tudo com olhos rasos e analisamos tudo com tanta propriedade e simplesmente esquecemos que mesmo detrás de um ato supostamente "vil" existe um propósito. Existe uma sinceridade. Existe um amor.

Então, todas as vezes que vejo essas frases, ou vejo as pessoas com atitudes ou falando... eu penso que há uma tentativa de uma alma sufocada que quer se libertar. E mesmo essa ínfima tentativa precisa ser acreditada... porque em quantos momentos já nos sentimos sufocados? Esse estado de sufocamento é insano, se você não souber como lidar com ele.

Lembrando algo: aquele que mais vocifera autoajuda aos quatro cantos é aquele que mais precisa de ajuda. Ajudar os outros indiscriminadamente, ainda é -- infelizmente -- uma forma arcaica de pedir ajuda silenciosa (e com orgulho, por que não?). Tirei essa conclusão ao longo de muitos e muitos anos de observação... não é regra geral, mas é bastante real.