Isabella Taviani no Planetário do Rio


Dia 14 de outubro de 2011 foi a data do meu último show de IT como moradora do Rio de Janeiro. Pois é... um dia começa, outro dia termina. Posso dizer que fechei com chave de ouro a curta temporada que fui moradora da cidade maravilhosa.

Não é possível descrever como foi assistir a um show da minha cantora (eternamente número 1) sob as estrelas da cúpula Carl Sagan. Precisa estar lá. Precisa fechar os olhos, reclinar-se sobre a cadeira, abri-los e ver as estrelas enquanto a voz de IT ecoa nas caixas de som. Precisa ver cenas da sua vida passando diante de seus olhos, estrelas de um lado a outro, versos de Isabella que entram nas suas veias, às vezes doce, às vezes tão rasgante...


Aquele foi um momento pessoalmente especial para mim. Sorvi cada verso de cada música como um recado final que precisava me ser dado. "Deixar a chuva lavar para escorrer daquela pele... todo o lodo e febre". "Porque não tenho tempo de errar... todos os erros do mundo". 

E foi bonito ver o público carioca ali presente cantando todas as canções. Foi bonito ver a cúpula lotada. Como a própria IT disse, estava uma energia muito boa... como sempre eu vi em todos os shows que vi.

No camarim, prometi a IT apenas o óbvio: "não importa onde eu more, continuarei sempre com você aonde você for."

Obrigada a TODOS os meus amigos cariocas que estiveram presentes nesse dia tão importante para mim. Nosso vínculo se criou por causa da IT e se estendeu para muito além disso. Acho que ainda não disse isso (ainda) à Isabella (embora ela deva saber): todas as pessoas que conheci por sua causa. Minha vida nunca seria a mesma se eu não tivesse conhecido e conversado com cada fã que eu conheci.

Por isso aos que puderam estar presentes: Deja, Camille, Maria Helena, Karla, Robertinha, Jeane, Alessandra. A todos os outros que conheço mais ou menos e não estiveram lá... o meu obrigada pelo carinho. Nos encontraremos, de novo, em breve, no próximo show da IT! E obrigada, também, ao abraço de urso de Myllena...

E uma conclusão

Não vou mais repetir (ok, somente agora...) que a minha vida anda uma verdadeira montanha-russa há mais de um ano. Talvez, mais precisamente, há uns dois anos. Nesse meio tempo, eu poderia juntar tudo que aconteceu e escrever um livro, sem titubear. E acho até que já tenha escrito alguns capítulos aqui, neste blogue.

E no meio dessa coisa toda que aconteceu e ainda acontece e -- sinto -- ainda vai acontecer, minha mente que pensa demais e que sempre pensará assim tentou achar alguma razão. Não há razão. Quando racionalizamos, perdemos a graça de todo o mistério da vida.

Mas eu sei que fui do céu ao inferno em um único dia. Várias vezes ao mês, várias vezes nesses últimos meses: e até no intervalo de uma única hora. E eu apenas me perguntava: por quê?

Por que tanta coisa assim? Um ser humano mortal e comum não quer uma vida comum, com tudo planejado, com surpresas óbvias e expectativas já esperadas? No fundo queremos e NÃO queremos. Queremos uma vida simples (e por vezes medíocre) porque não temos com o que nos preocupar e não corremos o risco de sofrer.

Eu gosto de uma vida assim, admito. Tudo numa toadinha igual, numa mesma velocidade... sem maiores surpresas. A vida não tem menos brilho por isso. Mas confesso que quando a vida se movimenta, você aprende mais e parece que tudo faz mais sentido, mesmo na correria e na confusão aparente.

Sempre disse uma frase a mim mesma e vou compartilhá-la aqui com vocês: nada na vida acontece por acaso. Se algo acontece com você agora, é porque você está preparado para viver isso. Aproveite a oportunidade, porque ela poderá ser única!

Então, estou aqui, de novo, braços abertos para a vida. Não carrego mágoas, não sinto tristeza (não quer dizer que eu não as viverei, claro...). Se tudo acontece por um motivo, não quero saber qual é. O que eu quero saber é que se a vida está me dando tudo isso, é porque mereço receber e me vangloriar e viver.

Estou me sentindo viva... sentindo uma energia renovada me reabastecer a cada pensamento que tenho. Não sei qual é o destino. Não sei qual é a estrada a tomar. E vou me despedindo de algumas pessoas que conheci e que se foram... e vou abraçando as novas que estão entrando.

Eu apenas agradeço a tudo que tem acontecido na minha vida. E agradeço a aqueles que conseguiram acompanhar as minhas mudanças, mesmo quando vivia a pior tempestade no alto-mar, sem velas e sem direção. Todos contribuíram de alguma forma.

Quero começar a fase nova da minha vida com a alegria e a inocência de uma criança. Não vou deixar de ser idealista. Não vou deixar que nada mude a minha essência. Isso vale para você. Isso vale para mim. Para cada um de nós.