Independência - em todos os sentidos



Dias atrás eu andava demais no passado. Revivendo algumas cenas... momentos fortemente marcados, destes, alguns se tornaram cicatrizes. Outros -- a sua imensa maioria -- tornaram-se propulsores para a minha vida.

Agora, ando demais pensando no futuro. Quem me conhece, sabe o quanto sempre fui neurótica com esse lance de velhice. Como não terei filhos, penso que não poderei depender deles quando estiver entrando os 50 anos e além. Na verdade... alguém deveria?

No entanto, muito mais que mera previdência, precisamos nos tornar independentes. Nos tornar independentes das amarras da sociedade consumista que quer cada vez mais zumbis fabricados a partir da televisão. Nos tornar independentes de amores ilusórios e companhias vampirescas. Nos tornar independentes de um emprego filho-da-puta que apenas nos consome e destrói, sem nos oferecer nada em troca. Nos tornar independentes de pensamentos em série. Nos tornar indepndentes de todas as amarras que nos prendem a este corpo putrefato que carregamos todos os dias. Enfeitamos a carne, disfarçamos nossa sujeira e não cultivamos a nossa pura essência. Que vida é esta que levamos!?

Botamos véus e peneiras na vida cotidiana. Uma coisa é olharmos tudo com otimismo -- e eu sou amplamente a favor desse pensamento!! Outra coisa é tamparmos as deficiências com a máscara da preguiça e do comodismo que tanto imperam em nossas vidas.

Agora sei porque saí da editora na qual me dediquei por 7 anos da minha vida. Quando disse sobre crise ideária, achei que era desculpa para fazer as pessoas entenderem a minha decisão. Hoje, quase 6 meses depois da minha saída, não me arrependi em nenhum segundo dessa escolha. E sei que meu lugar desejado ainda está longe. Não é nada disto que vivo diariamente. E sei que nunca regridirei nenhum passo. Não por orgulho, mas simplesmente por achar que a vida deve caminhar para frente.

Que este humilde post seja uma simples dedicatória de agradecimento e louvor a todos os corajosos de coração, que nunca consideram a derrota aceita e que nunca pensam que nada mais vale a pena. Principalmente mudar.


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http://www.youtube.com/watch?v=_yWWxbxpo3M

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4 comentários:

Jana disse...

Issoae! Companheira! Que orgulho de você mha japa revolucionária! Nossa! Como eu gosto do discurso a lá morpheus, de fato! Viramos zumbis comendo migalhas e vendendo barato nossas vidas, nossa essência! E o pior é o conformismo, é por isso que adoro as frases revolucionária do tipo "É melhor morrer de pé que viver de joelhos" de Dolores Ibarruri. Precisamos fazer uma revolução de consciências, precisamos impregnar no ar novos ideais, coisas novas, mensagens subliminares de vida, amor, consciência e construção! Passar isso para as novas gerações. Viva a revolução!!!! >.<

Crisão disse...

UHU! Let's move on!

Carol F. disse...

Concordo Cris! Nada pior que aquelas pessoas divagantes pensando que "podiam ter feito...". Mas não esqueça da previdência.

Crisão disse...

Sim, Carol! E vou colocar o link q minha filha encaminhou agora para mim: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3454762-EI4802,00.html