Plano anti-homofobia

Matéria da sempre inteligente Vange Leonel. Abaixo, segue texto na íntegra.

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Plano anti-homofobia

por Vange Leonel

Em 17 de maio de 1993, a OMS (Organização Mundial de Saúde) deixou de classificar a homossexualidade como doença. A atitude foi crucial para sinalizar ao mundo que, pela ótica médica e científica, ser gay ou lésbica é coisa normal. Aliás, é por isso que hoje a data é considerada Dia Internacional Contra a Homofobia.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, divulgada no início deste ano, revelou que no Brasil o índice de homofobia é altíssimo: uma média de 27% da população não homossexual admitiu, conscientemente, ter preconceito contra homossexuais.

Para além do preconceito assumido, procurou-se aferir o preconceito indireto por meio de perguntas que detectassem nuances de discriminação mesmo em pessoas que não se achavam homofóbicas. O resultado foi chocante: 99% manifestaram algum tipo de preconceito velado, subconsciente.

O fato é que as objeções a homossexuais são reforçadas por instituições que transpiram autoridade, como as religiosas, entre outras. Daí existir um certo aval generalizado para que pessoas discriminem homossexuais sem se sentirem culpadas.

É fundamental que instituições de porte, a exemplo da OMS, promovam ações contra a homofobia. Foi o que fez na semana passada o governo federal ao lançar um plano anti-homofobia com 50 diretrizes para orientar a realização de políticas públicas. Está disponível neste link.

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