Poesia no metrô

Eu sou do tempo que poesia é coisa para sonhador.

Andei um tempo pra dizer, depois, que poesia é quase sinônimo de Renato Russo (com todo o respeito, claro).

Nem uma coisa, nem outra. Dizia finado João Cabral de Melo Neto que poesia é obra de arte, são peças construídas, reflexo do trabalho de arquiteto e engenheiro.

Dentre a doçura de Cecília Meirelles, à competência de Fernando Pessoa e a crueza dita com alegria de Carlos Drummond de Andrade -- me surpreendi com este projeto do Metrô de SP: Poesia no metrô.

Faz tempo que estou para postar as fotinhas que tirei no metrô Vila Madalena. Desculpem a baixa qualidade, mas foram feitas da câmera VGA do meu celular.










Toda vez que passo nessa estação, me surpreendo com o fato de algumas pessoas pararem para ler os poemas. Algo tão grandioso que me deu lágrimas.

Grande iniciativa do metrô. Nesses dias selvagemente caóticos que vivemos, isto parece uma centelha. Que ela queime e se espalhe!

2 comentários:

Alzira disse...

:)

obrigada e obrigada (por duas coisas: pelo comentário no meu canto e pelo belo post)...

beijo!

aline naomi disse...

Ahhhh, que lindo!

Em Porto Alegre tinha algo parecido (espero que ainda exista por lá, seria ótimo rever isso): fotos da cidade, em branco e preto, e uma poesia acompanhando a foto coladas nos vidros dos ônibus. Fiquei encantada!!