Capítulo 4.2 - Ilha Grande (RJ)

Na manhã em que iríamos pegar a Barca para Ilha Grande, acordamos cedo. Tomamos um café na padoca da esquina e compramos as passagens: R$6,50 durante a semana e R$13,00 aos sábados, domingos e feriados! Me admira sempre o jeito bom das pessoas de ganhar grana fácil!

O percurso todo dura cerca de 1h30. Sim... muita coisa! Não me lembro de ter estado em alto-mar antes, é delicioso! A maresia, a barca se mexendo pra lá e pra cá (os mais sensíveis devem tomar Dramin). No meio do caminho vi cargueiros gigantes com escritos da Korea. Pensei naquelas guloseimas deliciosas e nas tralhas todas vendidas nas 25 de março e Uruguaianas da vida. Também vi um iate bonitão.

Ao chegar em Ilha Grande, as pessoas sabem que você é um turista e que, necessariamente, traz algumas coisas consigo: dinheiro, muito dinheiro, vontade de gastar, necessidade de lugar pra dormir e de lugar pra comer.

Ainda mais eu -- sendo japa -- tenho etiquetas indeléveis de um fama que nem sempre quero ostentar (principalmente quando meu lado leonino tá tímido). Mas eu fui a única japa em quase todos os momentos em que estive lá. E mesmo se não fosse, as pessoas sempre querem te empurrar alguma coisa... normal. Então, quando chegar lá, você (ou não) passar por isso. E pode gostar (ou não).

Há de se ressaltar que em nenhum momento minha privacidade (que tanto prezo) foi invadida. Os funcionários, os moradores... todos. Em alguns estabelecimentos, o atendimento não era exemplar, mas também não foi péssimo em nenhum momento.

Descer da barca foi mágico, porque eu estava ansiosíssima para ver a água. E é surpreendente!!! No cais, a água da praia é apenas... transparente. Sim. Transparente. Eu estava morrendo de vontade de colocar meu bíquini (ops, eu disse isso?!) e mergulhar (ops, eu nem sei nadar!). Nada importava, nem o fato de nunca ter vestido um biquíni (sim, particularidades minhas) e não saber nadar.

Fomos a pousada, check-in, deixamos as coisas, trocamos de roupa e perguntamos à simpática Cíntia qual era a praia mais perto para ir. Ela disse Praia Negra. Fiquei curiosa imaginando por que ela se chamaria assim. As fotos ao final do post mostrarão porquê.

A pé, previamente munidas de bolsa térmica com água, cerveja e uns petiscos fomos. E nunca em toda a minha vida me surpreendi com um cenário natural tão lindo!!!! De encher os olhos. Tudo parece simetricamente perfeito, ainda intocado pela ação humana.

Ao longo das pequenas e várias caminhadas que fizemos, descobrimos que Ilha Grande já foi lugar para ricos empresários do açúcar morarem, já foi hospital e presídio na época militar. Agora é "apenas" um paraíso, como vocês podem ver nas imagens...





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