Uma noite, uma sexta qualquer...

Na noite desta sexta-feira, caminhei pela Avenida Paulista ao lado da minha "filha", Poliana. Meu olhar estava (como ainda está) distante, perdido, procurando o algo além no horizonte. Não sou a melhor das companhias agora. Tenho mais perguntas do que respostas, um bocado de sentimentos conturbados dentro do meu cérebro. E tenho um coração vazio, seco e frio.

Ainda preciso dos espaços abertos. Ainda preciso olhar mais para cima do que para baixo. Ainda preciso da companhia dos amigos que me acalentem e não me julguem. Ainda preciso descobrir, de novo, quem eu sou. Ainda preciso saber discernir o que é verdade e o que é mentira sobre tudo aquilo que disseram de mim.

Não sei o que tudo isso quer dizer. Mas comecei a entender que essa minha necessidade absoluta de compreensão só me leva a mais incompreensão. O tempo é um senhor poderoso que tem pregado peças absurdas comigo. Minha mãe sempre dizia que nós fazemos nosso tempo... acho que ela se enganou porque tem vezes que não temos controle nenhum sobre nada aquilo que acontece nas nossas vidas!

E frases de músicas surgem impávidas na minha cabeça. Elas vêm do nada e ficam retumbando. E frases poéticas surgem, poesias rasgando meu coração e querendo ser cuspidas para fora de mim. E nomes de capítulos de livros, frases inteiras, brotam de mim sem parar. Ganhei um bloco de anotações que tem sido meu companheiro inseparável. Anoto todos os pensamentos, todas as palavras, todas as ideias. Não sei o que virá disso... mas sei que virá algo!

E enquanto assisto a cidade adormecer, deixo meus pensamentos voarem longe... para bem longe daqui. Para as lembranças que não encontraram seu lugar certo no meu coração vazio. Para a felicidade que parecia um simples conceito mas que foi duramente tolhida pela realidade. Para a compreensão de tantas coisas que aconteceram e querem tanto me endurecer. Se o agora dói demais em mim, deixa doer... deixa doer até não conseguir doer mais do que essa dor insuportável que agora sinto. Amanhã será outro dia. Amanhã será outro tempo.

6 comentários:

Lays Camargo disse...

Às vezes, preciso de uma pessoa que me dê um colo e não faça perguntas. Apenas me dê um abraço.
Acho que a Cris está precisando um pouco disso.

P.S. Mesmo que tenhamos nos falado poucas vezes (nas redes sociais) sinto grande carinho e admiração por ti, guria. E espero, sinceramente, que tu fiques bem.

Abraço.

Lays Camargo disse...

Às vezes, preciso de uma pessoa que me dê um colo e não faça perguntas. Apenas me dê um abraço.
Acho que a Cris está precisando um pouco disso.

P.S. Mesmo que tenhamos nos falado poucas vezes (nas redes sociais) sinto grande carinho e admiração por ti, guria. E espero, sinceramente, que tu fiques bem.

Abraço.

Crisão disse...

Obrigada, Lays... de verdade, viu???

Lays Camargo disse...

^^

saladospassosperdidos disse...

Cris, acredito (e entendo perfeitamente) na dor de ter um coração vazio e seco. Um coração-uva-passa, como eu costumo chamar. Mas, olha, frio seu coração não é. Nunca vai ser. O calor dele não dá pra esconder. :)

Fica bem.

Beijo,
Li

Crisão disse...

Menina, escorpiana, fala pouco e fala muito!!! Como vc me conhece... rs Obrigada pela visita aqui. Dia 10 de novembro vou te ver, tirar foto com vc, te abraçar muuuuuuito!!! ^^